AGRONOMIA

Sejam todos bem vindos!! Este é um blog de informações agronômicas destinado à agricultores, agrônomos, técnicos agrícolas, estudantes etc.

Em 2015 o foco será "Melhoramento Genético em Soja e Fertilizantes Foliares - Juntos na obtenção do máximo potencial produtivo das plantas" para o Norte e Nordeste Brasileiro.

GENÉTICA: A chave

Começamos o ano de 2015 com novos objetivos e percepções!! No entanto, a pesquisa é uma coisa que nunca cessa e sempre atrai novos adeptos por conhecimento em prol do desenvolvimento.

A empresa de genética FT SEMENTES possui um Centro Avançado de Melhoramento Genético em Soja aqui na cidade de Balsas, localizada no Sul do Maranhão em anexo a fazenda e empresa SEMENTES CAJUEIRO, com o intuito de promover o desenvolvimento da região através da pesquisa e lançamento de cultivares de diferentes grupos de maturação (GM) adaptadas para as regiões MAPITOPA. 

 


Vejam que "tão importante quanto a genética é a escolha de seu sementeiro"..
Contem conosco sempre!

Att,

OLDEMAR CATTAPAN
Gerente de Desenvolvimento de Mercado
FT Sementes / Sementes Cajueiro

Departamento Técnico em Foco.

 

Cooperada elogia o cooperativismo desenvolvido pela Coamo que tem ajudado na evolução da região Sudoeste do Paraná

A cooperada Doraci Helena Scholtz Casagrande, de Vista Alegre, região de Coronel Vivida (Sudoeste do Paraná), é defensora do cooperativismo como importante sistema de organização econômica e social. Dora Casagrande, como é conhecida a associada, é daquelas pessoas vencedoras que não desanimam nunca e fazem dos obstáculos degraus para vencer.

Com a morte do marido, há cerca de dois anos, ela teria motivos para abandonar a atividade agrícola. Contudo, não foi isso que aconteceu. A cooperada juntou forças e parcerias para continuar tocando os negócios. “Trabalhamos [ela e o marido] a vida inteira lado a lado e foi isso que me ajudou a continuar, pois eu sabia como os negócios eram desenvolvidos. A proximidade entre mulher e marido nos negócios é muito importante porque não sabemos o que pode acontecer de uma hora para a outra”, observa.

Conforme a cooperada, a parceria com a Coamo foi de fundamental importância para dar continuidade aos trabalhos. “Sempre confiamos muito na Coamo e no momento que eu mais precisei a cooperativa esteve do meu lado. Isso é muito gratificante”, assinala dona Dora.

Ela afirma que os últimos anos foram de aprendizagem. “Graças a Deus também tenho funcionários, que fazem parte da minha família, que me deram e continuam dando muito apoio. Todos foram importantes para continuar e encarar a realidade”, frisa e acrescenta que a continuação dos trabalhos é em consolidação aos sonhos do marido. “Sempre soube quais eram as vontades e os sonhos dele e o nosso desafio é colocar tudo em prática”, destaca.

Dona Dora reforça a importância da mulher acompanhar as atividades desenvolvidas pelo marido. “A mensagem que quero deixar é para que o casal trabalhe junto. Vale muito a pena. Se eu não soubesse tudo o que acontecia não teria como dar sequência aos trabalhos.”

ATUAÇÃO – A cooperada comenta que o trabalho desenvolvido pela Coamo na região de Coronel Vivida é diferenciado e tem ajudado para o desenvolvimento dos produtores rurais. “A Coamo é diferente. Tenho um acompanhamento que vai desde o preparo para o plantio até a colheita e isso tem nos ajudado muito. Também é responsável pela difusão da tecnologia e isso tem feito com que alcancemos bons resultados. Esse ano, por exemplo, tivemos uma produção excelente. No final ainda recebemos as sobras que é um incentivo a mais”, analisa dona Dora.

TECNOLOGIA – A cooperada cultiva 110 alqueires de lavoura. Neste inverno, o trigo ocupa 80 alqueires e aveia 30. Na safra de verão, no lugar que está o trigo entrará soja e no restante milho. Práticas como rotação de culturas e plantio direto fazem parte do sistema de plantio adotado na propriedade.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Detec da Coamo em Vista Alegre, Oldemar Cattapan, o sistema adotado na propriedade tem influenciado para os bons resultados alcançados nas últimas safras. No ano passado o trigo rendeu 120 sacas por alqueire e na mais recente safra de verão, foram colhidos 150 sacas de soja e mais de 400 de milho. “O verão foi prejudicado pela estiagem, mas mesmo assim as médias foram boas. O motivo do sucesso é a tecnologia utilizada e os investimentos que visam sempre incrementar a produtividade”, assinala.

Acesse e veja na íntegra:
http://www.coamo.com.br/jornalcoamo/jun13/digital/cooperativismo.html 

RECICLAGEM DE EMBALAGENS DE AGROTÓXICOS 2012

  Com o objetivo de orientar os produtores sobre a destinação correta dos recipientes que contém agrotóxicos, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) acaba de lançar uma campanha educativa. O filme foi nomeado como "Orgulho da Nação" e distribuído pelo governo federal às emissoras de televisão para ser veiculado entre março e maio em todo o Brasil. 

  A iniciativa orienta sobre a importância de lavar e devolver todas as embalagens vazias de agrotóxicos no local indicado na nota fiscal. No filme, a música valoriza o trabalho do agricultor que faz o procedimento correto na devolução das embalagens. 

  O Sistema Campo Limpo (logística reversa das embalagens de agrotóxicos), funciona há mas de dez anos e já retirou do campo mais de 200 mil toneladas desse material que foram encaminhadas para o destino ambientalmente adequado. 

  O InpEV complementará os esforços do governo federal com materiais para expor em distribuidores sobre defensivos agrícolas (como display de mesa e móbile), painéis de estrada, além de divulgação pela internet. 

   Assistam ao vídeo abaixo: 





Fonte: Globo Rural On-line

EMBRAPA vive dilema por competitividade

 
  Principal responsável pela modernização da agricultura brasileira e pela transformação do Cerrado em uma das maiores fronteiras agrícolas do planeta, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) corre o risco de cair no ostracismo no que diz respeito à geração de tecnologias voltadas à produção das principais commodities exportadas pelo Brasil, atualmente dominada por multinacionais estrangeiras.
  A Embrapa é considerada fundamental para o país do ponto de vista estratégico e social, mas vem enfrentando dificuldades para competir no mercado de biotecnologia após o início das liberações de sementes transgênicas no país, em meados da década passada. Sem recursos suficientes para grandes projetos, dificuldades para estabelecer parcerias com outras empresas e resistências à entrada do capital privado, a estatal vê sua participação despencar em alguns dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio.
  São os casos da soja, do milho e do algodão. Responsáveis por quase metade do Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola brasileira, essas culturas passaram a ser dominadas por empresas como Monsanto, DuPont, Syngenta, Bayer CropScience e Dow AgroSciences.
  Não há números públicos sobre a fatia de cada empresa no mercado brasileiro de sementes, mas diferentes fontes ouvidas pelo Valor estimam que a Embrapa vendeu menos de 15% das sementes de soja e 10% dos híbridos de milho comercializados no país na última safra.
  Segundo um consultor, que preferiu não se identificar, a participação das variedades "BR" no mercado caiu a um terço do que era há apenas cinco anos. "Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, nossa participação é praticamente zero", diz um graduado pesquisador da estatal. A predominância das multinacionais nesses segmentos é explicada pelo lançamento de sementes geneticamente modificadas para resistir ao uso de determinados herbicidas ou ao ataque de pragas, como a lagarta.
  Os transgênicos mudaram o paradigma da pesquisa biotecnológica, cada vez mais voltada para a descoberta de plantas que dispensem o uso de agrotóxicos, sejam resistentes à seca ou mais nutritivas. Mas também fizeram disparar os custos associados ao desenvolvimento de novos cultivares. Segundo a organização americana pró-biotecnologia ISAAA, a descoberta, o desenvolvimento e a autorização de um único transgênico custa, em média, US$ 135 milhões (cerca de R$ 230 milhões).

  Desde que foram regulamentados no Brasil, em 2005, a Comissão Nacional de Biotecnologia (CTNBio) liberou 32 variedades de plantas geneticamente modificadas - 31 para as culturas de soja, milho e algodão. Deste total, a Embrapa desenvolveu apenas duas: uma variedade de feijão resistente ao vírus do mosaico dourado e uma semente de soja tolerante a herbicidas, em convênio com a Basf. Nenhuma está no mercado.
  A velocidade que os produtores adotam a nova tecnologia impressiona. Na safra 2011/12, os OGMs responderam por 85% da soja, 67% do milho e 32% do algodão cultivados no Brasil, segundo a consultoria Céleres. No caso do milho, desde 2009 mais de três quartos de todos os registros de novas sementes são híbridos transgênicos.
  Entre analistas e pessoas próximas à empresa, prevalece a opinião de que faltam recursos para que a companhia enfrente de igual para igual as grandes multinacionais do setor, embora os recursos destinados à estatal tenham mais que dobrado na última década.
  Apenas a Monsanto investe mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,7 bilhão) anualmente em pesquisa e desenvolvimento de novas sementes, montante próximo ao que gastam suas principais concorrentes. A quantia corresponde a quase todo o orçamento da Embrapa para 2012, de R$ 2 bilhões. De acordo com a estatal, no ano passado, os recursos destinados diretamente à pesquisa ficaram próximos de R$ 170 milhões, montante aquém do necessário para fazer frente ao poder de fogo das gigantes.
  Desde 2008 tramita no Congresso um projeto de lei, de autoria do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que propõe a capitalização da Embrapa por meio de uma abertura de capital, transformando-a em uma empresa de economia mista com ações negociadas na bolsa - modelo semelhante ao da Petrobras e do Banco do Brasil. A proposta foi rejeitada pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, em 2009, e aguarda uma data para ser apreciado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O parecer do relator, o senador Gim Argello (PTB-DF), já está pronto e é favorável à ideia.
  A abertura de capital enfrenta enormes resistências na cúpula da estatal que, segundo apurou o Valor, atua para derrubar a proposta. Para o presidente da estatal, Pedro Arraes, a Embrapa deve continuar a ser 100% pública. "Essa é uma convicção minha e dos servidores da estatal", defende. Segundo ele, a proposta do senador petista também não tem o respaldo do Planalto. Arraes afirma, ainda, que a discussão começou de maneira equivocada. "A proposta tem um problema de mérito. Qualquer mudança na questão jurídica de empresa pública tem que ser iniciativa do Executivo e não do Legislativo".
  Amaral garante que não abre mão da proposta. "Posso me sentar para debater e, quem sabe, formular um substitutivo, mas o conceito vai permanecer", garante o senador. "Existe muita falta de informação sobre o assunto e alegações de que se trata de uma privatização, algo que não é verdade. Mais da metade das ações ficará na mão do governo", explica. Para Argello, a alocação de recursos para pesquisa agropecuária "tem sido muito prejudicada e tende a continuar assim" se nada for feito.
  Para seus opositores, a proposta de abertura de capital da estatal, que poderia, em tese, culminar na entrada de empresas concorrentes no conselho da Embrapa, colocaria em risco os interesses e a soberania alimentar do país. "O modelo de economia mista tem sido bem-sucedido no Brasil, mas Banco do Brasil e Petrobras vendem produtos e serviços acabados. O negócio da Embrapa é o conhecimento agregado, o futuro e a segurança alimentar do país", afirma Vicente Almeida, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf).
  Almeida, ele próprio um pesquisador da Embrapa, observa que, sob a égide do mercado, a Embrapa estaria pressionada a investir apenas nos segmentos mais rentáveis do agronegócio, deixando a agricultura familiar, que responde pela maior parte dos alimentos consumidos no país, à margem do processo de inovação.
  Segundo ele, essa pressão já acontece, ainda que de modo indireto. "Hoje, apenas 4% do orçamento para pesquisa é destinado aos segmentos da agricultura familiar. Onde está o foco na segurança alimentar? A Embrapa não precisa de mais recursos, mas redirecionar suas ações e atender efetivamente ao interesse público. Se a empresa quer competir no segmento das commodities, pode criar uma subsidiária, com capital aberto, para isso", defende.
  Um ex-membro da cúpula da Embrapa afirma que a estatal vive um momento de redefinição de seu papel. "Restringir a Embrapa à sua agenda social é o fim da empresa, porque quem banca é o Estado, e os recursos são escassos. Em contrapartida, o perigo de ser uma S.A. é o mercado impor uma agenda estritamente comercial", afirma. "Ir aonde o mercado não vai é o papel da Embrapa, mas ela perde importância estratégica se abrir mão dos mercados economicamente mais importantes", afirma um ex-ministro da Agricultura.
  Além disso, o governo Lula intensificou o papel da Embrapa como instrumento de política diplomática, com diversos acordos de cooperação com países pobres, sobretudo no continente africano, um território de crescente interesse por parte das multinacionais. Não fica claro qual seria o espaço para a empresa cumprir essa agenda após uma abertura de capital.
  Uma alternativa para levantar recursos, prevista na Lei de Inovação, seria a constituição de Empresas de Propósito Específico (EPEs). Nas EPEs, empresas públicas e privadas se associam em projetos exclusivos, como o desenvolvimento de uma semente de soja resistente à seca ou uma variedade de milho com maior teor de proteína.
  Mas o modelo esbarra em questões burocráticas e jurídicas. De acordo com o estatuto da Embrapa, para sair do papel, cada parceria depende da autorização do presidente da República. Além disso, explica um ex-dirigente da Embrapa, há dificuldades técnicas para se avaliar os ativos da estatal disponibilizados nessas associações e dúvidas sobre qual é o limite de atuação dos órgãos públicos de fiscalização sobre essas sociedades. "Nenhuma empresa privada quer abrir suas contas, torná-las públicas para seus concorrentes. Ainda é preciso esclarecer qual é o limite do Tribunal de Contas nesses casos", diz a fonte.

Fonte: Notícias do Dia - CNA
Gerson Freitas Jr. e Tarso Veloso


E você..o que acha disso tudo??
Eu diria que o Brasil está muito atrasado..pois o dinheiro para pesquisa e inovação tecnológica não chega onde deveria.

EXPODIRETO COTRIJAL 2012

  Vamos lá pessoal..esta é a semana da Expodireto!! 
  Visitei a mesma na edição de 2009 e realmente..valeu a pena!! Este ano estarei novamente marcando presença em busca de informação e novas tecnologias, e recomendo o mesmo a todos!!
  Prestem atenção na entrevista abaixo e notem que o setor de irrigação terá uma atenção diferenciada, em virtude da forte estiagem que se fez presente em diversas regiões neste ano, com oficinas e tudo sobre o assunto.
  Acessem o site da feira e confiram a programação!!


  Entrevista:

 ‘É nas dificuldades que se buscam as soluções’. É com esta frase que o presidente da Expodireto Cotrijal 2012, Nei César Mânica, convida a todos os produtores para visitarem a 13ª edição da feira, que acontece de 5 a 9 de março em Não-Me-Toque. “É necessário que eles saiam de casa e venham buscar informações, discutir e comercializar, uma vez que depois teremos 365 dias para planejar a produtividade”, salienta Mânica. Ele destaca que esta edição será recorde no número de expositores, com 440 estandes, devido ao aumento do Parque, principalmente na área de máquinas e equipamentos. Quanto ao público, estão sendo esperados mais de 160 mil visitantes, podendo superar o recorde do ano passado que é de 163 mil pessoas, em virtude da grande mobilização feita e da dimensão na feira na área internacional.

  Mânica explica que dificilmente será possível superar o montante de negociações, que registraram R$ 1,4 bilhões. “Mas, faremos uma grande Expodireto, pois além de ser uma exposição de tecnologia, inovação e negócios, a feira já virou tradição de muitos produtores do Brasil que deixam para comprar seus equipamentos em Não-Me-Toque”, informa o presidente prevendo que vários compradores do Brasil e do exterior estarão presentes. Além disso, Mânica comenta que neste ano, devido a possível quebra de safra que já é realidade em muitos locais, as empresas virão com preços mais especiais do que nos outros anos.

 
Feira é palco de importantes debates e decisões:

  Além de um evento de negócios e exposição de novas tecnologias, a Expodireto Cotrijal também é responsável por diversas discussões importantes, como já aconteceram sobre as sementes transgênicas e o código florestal. Este ano, o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa estarão presentes em uma audiência pública para discutir sobre o seguro agrícola definitivo para o país. “Será um dia muito importante, e é fundamental sermos palco destes debates e tomadas de decisões, mas principalmente temos que acompanhar as ações que serão implementadas pelos setores, como Governo Federal, Estadual e entidades. Não podemos levantar os problemas, apontar sugestões e não ir atrás das soluções”, evidencia Mânica.

  Outro tema importante que será abordado é a irrigação. A própria Expodireto, segundo o presidente da Expodireto, é um palco vivo da importância da irrigação, pois os visitantes poderão ver lotes de soja, milho, girassol, entre outros, em um estágio magnífico, pois receberam irrigação constante. “Lutamos para que o Governo desburocratize a questão ambiental e desonere os custos de investimentos com ICMS e IPI, para que esta proposta possa ser implantada por mais produtores”, fala o presidente.

  Além disso, quem vier até a feira, também terá uma vasta programação, com Fórum Nacional da Soja, do Milho, evento de suínos, e outros enfoques importantes, assim como reuniões das entidades e federações que estarão dentro do parque. “A Expodireto é a grande vitrine do agronegócio brasileiro”, assegura ele.
 

 Fonte original: Diário da Manhã - Passo Fundo

CURSO SOBRE BIOINDICADORES DE QUALIDADE DO SOLO

  Olá pessoal.. segue abaixo um e-folder sobre o curso de Interpretação dos Bioindicadores de Qualidade do Solo em Sistemas de Manejo Agrícola e Florestal, a pedido da Sra. Dilma do Instituto SantaFé.
  Todos sabemos que estudo nunca é demais, então, aproveitem para atualizarem seus conhecimentos!!



MANEJO DE PERCEVEJOS NO MILHO SAFRINHA

  Nos últimos anos, a cultura do milho safrinha teve aumento expressivo na área cultivada, sendo que a maioria das lavouras é plantada após a colheita da soja. Neste sistema, algumas pragas que eram consideradas importantes apenas na cultura da soja, hoje, também causam prejuízos significativos nas lavouras de milho.
  Há alguns anos, quando as lavouras de milho eram plantadas apenas com híbridos convencionais, a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) era considerada a principal praga desta cultura. Contudo, com a liberação comercial da tecnologia Bt e possibilidade de controle desta praga, outros insetos, como os percevejos, ganharam importância a ponto de merecerem especial atenção de técnicos e produtores na condução de suas lavouras.
   Atualmente, existem dois gêneros de percevejos que são considerados pragas da cultura da soja e que causam enormes prejuízos nas lavouras de milho safrinha: o percevejo barriga-verde (Dichelops furcatus) e (Dichelops melacanthus) e o percevejo-marrom (Euschistos heros). Em função de seu comportamento e hábitos alimentares, a identificação destes insetos a campo é difícil.
   De forma geral, eles podem ser encontrados sob restos de cultura (palhada) nos horários mais quentes do dia, bem como em grãos após a colheita da soja e em plantas daninhas -remanescentes da cultura anterior, preferindo os horários de temperaturas mais amenas para se alimentar.

Identificação e Danos

  As condições climáticas predominantes durante a fase de desenvolvimento da cultura da soja exercem grande influência sobre a incidência de percevejos no milho safrinha. Quando as temperaturas estão mais elevadas, observa-se maior ocorrência de percevejo-marrom e, quando as temperaturas estão mais amenas, observa-se maior ocorrência do percevejo barriga-verde.
  O percevejo barriga-verde foi o primeiro a se adaptar à cultura do milho e provocar danos durante as fases iniciais. Contudo, em áreas com alta pressão deste inseto, é possível observar danos nas fases mais avançadas de desenvolvimento desde V6 até próximo ao florescimento e, em casos esporádicos, até mesmo durante a fase de enchimento de grãos. 
  Os danos causados por este inseto podem ser leves, com a presença de folhas com pequenas perfurações simétricas, até severos, com danificação do cartucho, formação de perfilhos ou, até mesmo, a morte da planta (Figura 1).




  Os primeiros relatos da ocorrência do percevejo-marrom em lavouras de milho surgiram nos últimos anos e nunca estiveram associados a danos expressivos nesta cultura, provavelmente pela forte presença do percevejo barriga-verde nas principais regiões produtoras de milho. Devido ao fato deste percevejo ser encontrado em menor proporção, muitos técnicos e produtores podem não estar familiarizados com o ataque e sintomas provocados por ele nas lavouras de milho.
  Inicialmente, foi observada a presença do percevejo-marrom em plantas de milho mais desenvolvidas, a partir de V10 até a fase de enchimento de grãos, em que o mesmo fica próximo à espiga sugando nutrientes e sem causar danos aparentes.
  Mais recentemente, em especial na safrinha passada, devido às altas temperaturas durante o desenvolvimento da cultura da soja, foi observada uma pressão muito maior do percevejo-marrom do que o percevejo barriga-verde, registrando-se o seu ataque já nas fases iniciais de desenvolvimento da cultura do milho. Entretanto, os sintomas do seu ataque são menos notados, pois seu estilete é mais curto e dificilmente provoca danos severos como o perfilhamento ou, até mesmo, a morte da planta principal.
  Normalmente, o que se observa são lesões simétricas nas folhas mais novas e desenvolvimento mais lento destas plantas atacadas, originando plantas dominadas com espigas pequenas ou até mesmo, nos casos mais severos, plantas sem espigas, comprometendo a produtividade final da lavoura.

Monitoramento e Manejo

  O eficiente controle de percevejos está diretamente ligado ao programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) em que assistência técnica e produtores devem tomar ações conjuntas, visando reduzir o impacto desta praga.
  Um dos primeiros passos do manejo começa no efetivo controle de percevejos na cultura da soja, reduzindo as perdas nesta cultura e também as populações de percevejos para o milho safrinha. Nas lavouras de milho safrinha que se encontram ao lado de lavouras de soja próximas da colheita ou recém colhidas, os cuidados devem ser ainda maiores, pois estes percevejos podem migrar para a área mais próxima na busca por alimento.
  O uso de tratamento de sementes à base de neonicotinóides é eficiente método de proteção e controle de percevejos na fase inicial de desenvolvimento da cultura do milho. Contudo, é importante o acompanhamento e monitoramento da pressão de percevejos para adoção de medidas complementares de controle como aplicações pós-iniciais, quando observado dois ou mais percevejos por metro quadrado de cultivo.
  Importante frisar que, com a adoção da tecnologia Bt, aquela aplicação inicial que se fazia para controle da lagarta-do-cartucho e que, muitas vezes, contava com a presença de neonicotinóides (visando o percevejo), não está sendo mais necessária ou, em alguns casos, esta aplicação ocorre mais tarde. Por esta razão as lavouras estão ficando descobertas do controle complementar para percevejos nas fases iniciais.
  Alternativamente, a Pioneer® Sementes, com base nos trabalhos desenvolvidos pelo Professor Doutor Rodolfo Bianco do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), propõe o sistema de monitoramento através de iscas para os produtores que pretendem plantar milho com a tecnologia Bt.
   Este sistema prevê a utilização de grãos de soja (iscas de 300 gramas) embebidos em água por 10 a 15 minutos, adicionando uma colher de sal de cozinha após escorrer a água. As iscas são distribuídas em 10 partes na lavoura no final da tarde e a contagem é realizada na manhã seguinte, sendo que as ações a serem tomadas em função do nível de percevejos encontrados nestas iscas podem ser vistos na Tabela 1.




Pioneer oferece o Tratamento de Sementes Industrial na Safrinha

  A Pioneer Sementes é pioneira em oferecer soluções integradas para o efetivo controle de pragas na cultura do milho. Além dos seus híbridos disponíveis com as tecnologias Herculex® I e YieldGard® para controle de lagartas, a empresa também oferece o Tratamento de Sementes Industrial (TSI), visando o controle inicial de percevejos.
  Neste serviço, a Pioneer utiliza os produtos Cruiser® e Poncho®, ambos de ação comprovada e devidamente registrados no Ministério da Agricultura. Além disso, realiza-se o tratamento adicional com polímeros a fim de garantir dose e cobertura das sementes com menor risco à saúde. Em ensaios conduzidos pela Pioneer Sementes na última Safrinha, a utilização do Tratamento de Sementes Industrial com o inseticida Poncho® proporcionou um ganho médio de produtividade na ordem de 7 sc/ha, o que representou um incremento de produtividade de mais de 6% sobre a testemunha não-tratada (Gráfico 1).



  Da mesma forma, observe no Gráfico 2, em 73 locais sob condições ambientais e diferente manejo, o Tratamento de Sementes Industrial com o inseticida Cruiser® proporcionou um ganho médio de produtividade de 5,4 sc/ha, que correspondeu a um acréscimo de 5,5% sobre a testemunha não-tratada.



  Finalmente, a utilização de estratégias de manejo integradas como o plantio do milho na melhor época, utilização de bons níveis de adubação, população recomendada em função dos investimentos, escolha de híbridos com características mais adaptadas para a região de atuação e uso do Tratamento de Sementes Industrial são práticas decisivas para que o produtor tenha sucesso no cultivo da safrinha.


Fonte: Portal Pioneer Sementes

SOJA: TÉCNICA DO PLANTIO CRUZADO

  Vamos lá pessoal... abaixo disponibilizo duas matérias sobre a dita "Técnica do Plantio Cruzado ou Semeadura Cruzada", onde, existem considerações positivas e negativas a respeito da mesma. Leiam e fiquem atentos, porque essa questão ainda está no início e como dizem, vai dar muito pano pra manga. Afinal, se trata ainda de experimentos e não de áreas comerciais.

FUNDAÇÃO MT:  

  A Fundação Mato Grosso, mas conhecida como Fundação MT - uma empresa privada de apoio à pesquisa agropecuária – frisa que o plantio cruzado não é uma técnica recomendada, já que vários aspectos devem ser considerados. Como explica o coordenador do Programa de Monitoramento e Adubação (PMA), Eros Francisco, “o plantio cruzado consiste atualmente em uma tentativa e não uma recomendação técnica”. De qualquer modo, a interpretação que a entidade faz destas ações do produtor é de que de fato exige a necessidade de um rearranjo espacial das plantas para que a área tenha sua produtividade maximizada.

  A Fundação MT não tem feito nenhum estudo que fundamente a tomada de decisão de se plantar cruzado. Nesta safra 11/12 serão acompanhadas algumas áreas com plantio cruzado para se observar o comportamento das plantas e o desempenho em produtividade. Essas áreas estão localizadas na região sul do Estado e na região do Parecis.

  “Somente com um estudo detalhado é que se poderia gerar uma recomendação tecnicamente embasada para o plantio cruzado. Isso tomaria pelo menos dois anos de experimentação. Esse estudo envolveria alguns fatores como: variedade, população de plantas, nível de adubação, época de plantio e densidade de semeadura".

  Atualmente, a Fundação MT observa alguns aspectos: a falta de variedade de soja adaptada. “Pode acontecer o acamamento (envergamento de suma sobre a outra) das plantas por excesso de crescimento que acontece sempre que se adensa a população das plantas. Isso trás queda na produtividade”, controle de pragas e doenças. “O esquema de linhas cruzadas de plantas pode dificultar o controle de pragas e doenças uma vez que a aplicação de defensivos será mais dificultada. Isso acarretará em queda de produtividade”, maior consumo de combustível. “A ausência de resposta positiva com a tentativa de se plantar cruzado pode trazer prejuízo já que há a necessidade de se passar com a semeadora por duas vezes sobre a mesma área”.

  O pesquisador destaca ainda que diante das observações primárias em campo é que o “plantio cruzado ainda não pode ser chamado de uma ferramenta para aumento da produtividade. Podem haver condições em que a metodologia cause impacto positivo como podem haver várias outras situações de nulidade ou até mesmo de impacto negativo na produtividade”.


FONTE: MARIANNA PERES


SEMEADURA CRUZADA DE SOJA

PRODUTORES:

  Seja por imposições ambientais, logísticas e/ou financeiras, o sojicultor mato-grossense tem a cada nova safra um mesmo desafio: superar sua produtividade em relação à temporada anterior. Somente colhendo mais, dentro de uma mesma área, é possível realizar uma produção mais sustentável e reduzir a desvantagem competitiva que separa o Estado dos principais centros consumidores dos grãos. Sob estas premissas é que a técnica do plantio cruzado começou a ser experimentada em Mato Grosso.

  O princípio básico não é novidade: reduzir o espaço entre as plantas. Mais plantas dentro de um mesmo hectare indicam – na teoria - maior produtividade. Nesse sistema a plantadeira passa duas vezes na mesma área, em direções opostas, formando “quadrados”, o que faz com que haja muito mais pés de soja por hectare. Neste novo desenho as lavouras perdem ‘as tradicionais linhas paralelas’, para dar lugar à uma ‘tabuleiro de xadrez’. De acordo com quem já experimentou a técnica, por meio do plantio nas duas direções, cabem mais plantas, sem que uma sufoque a outra.

  O sojicultor Avelino Gasparin, de Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá), aderiu ao experimento ao reservar 25 hectares de uma área total de 400 destinados à sojicultura. “Plantamos pela esquerda e pela direita”, resume ele ao explicar a técnica. A expectativa é obter maior rendimento por hectare. Questionado sobre vantagens do método, ele frisa que está arriscando e que somente quando colher, por volta da segunda quinzena de janeiro de 2012, é que poderá dizer se valeu ou não à pena. De antemão, o novo traçado exigiu mais adubo quando comparado ao desenho tradicional.

  O gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Nery Ribas, conta que a técnica está em adoção pela primeira vez no Estado e ganha espaço em áreas experimentais. “Nada está voltado às áreas comerciais”. Como ele destaca, não há nenhum embasamento científico para recomendar ou não a utilização do plantio cruzado. “Não sabemos, por exemplo, até que ponto uma possível majoração de custo de produção será compensada pela produtividade”. Ele alerta ainda para uma maior necessidade de manejo e cuidado por parte do produtor, já que a concentração de plantas pode levar a uma disputada por nutrientes, água e luz e alastrar com mais facilidade doenças, como a ferrugem.

  O plantio cruzado, mesmo já utilizado no Sul do país, é embrionário. Como explica o pesquisador da Embrapa Soja, Henrique Debiasi, não existem estudos que possam indicar ou não o plantio cruzado e muito menos a quais regiões ele pode ser utilizado com sucesso. “Não há como dizer que o plantio vai ampliar a produtividade em um determinado percentual”. Esses números e outras certezas sobre a técnica virão, no caso de Mato Grosso, somente para a safra 12/13. “No Sul, é possível haver resultados ainda para a temporada 11/12. A inauguração da Embrapa Sinop irá contribuir muito para pesquisas como esta em Mato Grosso”. A previsão é de que o novo centro de pesquisas seja aberto ainda neste mês.

  O que há de comprovações científicas, como observa Debiasi, se relacionam à redução do espaçamento entre cada pé de soja. “Trabalhos relativos ao início desta década mostram um ganho em produtividade de até 20%. Como o plantio cruzado envolve outras ações por parte do produtor, hoje fica difícil arriscar qualquer número. O que temos no momento são estudos em andamento em relação somente à redução do espaçamento, que no caso de Mato Grosso, iria à metade, de 50 centímetros para 25 centímetros. No entanto o aprofundamento esbarra na falta de oferta de maquinários que possam permitir essa redução na prática, no campo. Todos os métodos, invariavelmente na teoria, buscam a produtividade”.

  ESPELHO – A iniciativa dos sojicultores cresceu nos últimos dois anos porque os vencedores do primeiro e do segundo Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) declaram ter utilizado o plantio cruzado e assim, contabilizaram mais de 100 sacas por hectares, ante uma média nacional inferior a 50 sacas.



FONTE: MARIANNA PERES
DIÁRIO DE CUIABÁ

DIA DO AGRÔNOMO

No dia 12 de Outubro, além do Dia do Agrônomo comemora-se também:

  • Dia de Nossa Senhora Aparecida; 
  • Dia das Crianças;
  • Dia do Atletismo;
  • Dia do Mar;
  • Dia do Descobrimento da América;
  • Dia do Corretor de Seguros;



PARABÉNS A TODOS!!!

Viva o HOJE..

Olá pessoal..

Seguindo o planejamento de viagens destinadas a ampliação de conhecimentos na questão agrícola e agronômica, e na busca de oportunidades, partilho assim, algumas poucas imagens de viagens recentes que fiz nos meses de Julho e Agosto ao Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS) e ao Mato Grosso (MT).



MONUMENTO DOS CANDANGOS
BRASÍLIA - DF

Na chegada a Brasília, após passagem pela catedral, nos deparamos logo com este monumento, ou seja, o monumento dos chamados Candangos. Estes, foram os construtores da cidade planejada por Oscar. Vale a homenagem, com toda certeza. Abaixo, outras imagens da cidade..






 


                                              
  




COLHEITA DE TOMATE
FAZENDA GOIÁS VERDE

Acompanhou-se o processo de colheita mecanizada de tomate na cidade de Luziânia - GO. O tomate é um produto utilizado para os mais diversos fins, e neste caso em específico, a colheita mecanizada da Fazenda Goiás Verde resulta na industrialização e produção de massa de tomate em indústria própria, onde segue comercializada para grande parte do Brasil.




                                                                         



CONFINAMENTO COBERTO
FAZENDA GOIÁS VERDE
 Neste confinamento de gado (todo coberto), encontram-se quase 10 mil cabeças da raça Nelore. São 3 pavilhões de 1 ha cada. Como mostra a figura abaixo (central), mais 10 mil cabeças esperam a melhora dos preços para serem comercializadas. Será que dá pra fazer um costelao??



















                                   




   
MIRANTE DO CENTRO GEODÉSICO
CHAPADA DOS GUIMARÃES - MT
 Neste ponto alto da Chapada, pode-se visualizar e imaginar muitas coisas. Pode ser também, uma boa hora para refletir sobre a vida e como voce à conduz. Enfim, pode ser um ótimo lugar para soltar pipa, porque não?! Nessa altura da viagem, já ficou para trás o MS e estamos chegando em Cuiabá.. Visitou-se cidades e pontos turísticos nas redondezas da capital e em seguida pegamos o rumo das fazendas. Agradecimento especial ao meu grande amigo Emanuel L. Spagnol, guia e dono de uma das fazendas visitadas e onde estive muito bem hospedado por alguns dias "quentes".


  












                                       


Odi e Mano
                                  
Estas imagens ilustram um pouco do nosso cotidiano, e assim, vou seguindo postando notícias, imagens, palestras, eventos e tudo que faz da nossa agricultura e do nosso estilo de vida, uma coisa simples e imprescindível.


Abraço a todos.

VAZIO SANITÁRIO

   Os estados de Mato Grosso, Paraná e Rondonia deram início no dia 15 de junho ao vazio sanitário, período que varia entre 60 e 90 dias sem soja no campo. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, essa medida visa reduzir a sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja evitando assim ataques precoces da doença na safra.
   Desde 2006, o vazio sanitário foi adotado no Brasil. Atualmente a medida preventiva está implantada em 12 estados (MT, GO, MS, TO, SP, MG, DF, MA, PR, BA, RO, PA). A maioria deles adotou o vazio sanitário por 90 dias. No entanto, três deles optaram pelo período de 60 dias: Bahia, Pará e Maranhão.
   “No Rio Grande do Sul optou-se pelo não estabelecimento do vazio sanitário, por considerarem que as condições climáticas na entressafra não permitem o desenvolvimento da soja e o Estado de Santa Catarina adotou apenas para a entressafra de 2009”, explica a pesquisadora Claudine Seixas, da Embrapa Soja,
   Durante o vazio sanitário é proibido o cultivo da soja no período estabelecido (calendário abaixo), e também é exigida a eliminação de soja voluntária ou tiguera (plantas originárias dos grãos caídos no solo durante a colheita, transporte etc).
    Em 2011, pela primeira vez, o Paraguai adota o vazio sanitário para a soja determinado pela Resolução No. 071, de 11 de fevereiro de 2011, do Servicio Nacional de Calidad Y Sanidad Vegetal Y de Semillas (SENAVE). Denominado de “pausa fitosanitária”, o cultivo de soja fica proibido entre 1º de junho e 30 de agosto, em todo o território paraguaio. A Resolução prevê exceção apenas para  avanço de gerações e para produção de semente genética de cultivares tolerantes ao fungo que causa a Ferrugem Asiática.

Períodos de Vazio Sanitário para Soja no Brasil:

MT - 15/06 a 15/09
GO - 01/07 a 30/09
MS - 01/07 a 30/09
TO - 01/07 a 30/09
SP - 01/07 a 30/09
MG - 01/07 a 30/09
DF -  01/07 a 30/09
MA - 15/08 a 15/10
PR - 15/06 a 15/09
BA - 15/08 a 15/10
RO - 15/06 a 15/09
*PA1 -15/07 a 15/09
**PA2 – 01/10 a 30/11
*PA1- microrregiões de Conceição do Araguaia, Redenção, Itaituba, Marabá e Altamira (distrito Castelo dos Sonhos)
**PA2 - microrregiões de Santarém, Paragominas, Bragantinha, Guama e Altamira (com exceção do distrito Castelo dos Sonhos)




Fonte: Lebna Landgraf (MTb 2903)
Colaboração: Guilherme Santana
Embrapa Soja

Palestra: Mercado de MILHO e SOJA

Olá pessoal..

Visando a difusão de informações relevantes aos interessados pelas questões econômicas e mercadológicas dessas commodities agrícolas, estará sendo disponibilizada neste agroblog, através do link no final do texto, a palestra online sobre o "MERCADO DE MILHO E SOJA" com Leonardo Sologuren. 

A palestra será transmitida AO VIVO em dois horários diferentes.

DIA 07/JUNHO (Terça-Feira) às 17:30h.
DIA 08/JUNHO (Quarta-Feira) às 08:30h.

Durante a apresentação vários temas serão abordados, entre eles:
  • O cenário global do mercado de milho e soja; 
  • O efeito China na demanda por commodities; 
  • O mercado de proteína animal;
  • Os impactos na demanda por ração.   
Não perca esta oportunidade de participar e se atualizar.

A palestra terá duração de aproximadamente 1h, onde você poderá interagir enviando suas perguntas.

Esta é uma promoção da empresa Pionner Sementes, sendo disponibilizada aos cadastrados através do Portal Pionner.

Para assistir a palestra acesse o link: http://itv.netpoint.com.br/pioneer/

 
Desde já agradeço o interesse e a visita de todos neste agroblog difusor de tecnologia e informação.


att,
Oldemar Cattapan

III Simpósio Internacional sobre Glyphosate

    Aos amigos da área agrícola..

   Segue abaixo uma pequena introdução sobre este seminário, que ao meu ver, vem de encontro com as questões diariamente discutidas em nosso meio.


    O III Simpósio Internacional sobre Glyphosate será realizado no período de 30 de maio a 2 de junho de 2011 no auditório Prof. Dr. Paulo Rodolfo Leopoldo da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), campus de Botucatu -SP.
    Em sua 3ª edição, o Simpósio tem como tema central o "Uso sustentável", um tema relevante e atual, com vistas a debater e esclarecer fatores que favoreçam a Agricultura Sustentável a Inovação Tecnológica e o Agronegócio.
    A realização deste Simpósio deverá contribuir para o avanço do conhecimento científico e tecnológico e ampliar as discussões sobre aspectos relacionados ao diagnóstico e manejo da resistência de plantas daninhas e a evolução e manejo da área plantada com culturas transgênicas no cenário nacional e internacional, sem perder de vista, a preocupação com a saúde do produtor, do consumidor e a integridade do Meio Ambiente
    O uso do glyphosate envolve práticas conservacionistas que garantem a sustentabilidade dos recursos naturais e, portanto da própria produção agrícola. As características do glyphosate são fundamentais para a implementação do plantio direto. Ele ajuda na preservação do solo e da água, na redução do uso de máquinas, levando a uma melhor cobertura sobre o solo, redução da compactação, controle da erosão, com conseqüente redução do risco de assoreamento de nascentes e rios. Todos estes benefícios contribuem para a sustentabilidade do meio ambiente.

    Mais informações acesse o link na barra lateral (à direita).

    Abraço e desejo de sucesso a todos.


SOJA MARROM

A Embrapa, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e com a Fundação Triângulo, desenvolveu uma cultivar de soja de cor similar a do feijão carioquinha. A nova tecnologia – cultivar BRSMG 800A - permitirá que o consumidor misture a soja com o feijão sem interferir no aspecto visual e nem no sabor, além de aumentar cerca 30% o valor protéico do prato.

“Pela dificuldade que os ocidentais têm em introduzir a soja em sua alimentação, busquei em meus trabalhos de melhoramento genético uma alternativa de consumo de soja mais popular para o brasileiro. Passei a procurar uma soja com tegumento (coloração) mais escuro e que visualmente pudesse se aproximar do feijão. Assim desenvolvemos a soja marrom”, explica o pesquisador Neylson Arantes, da Fundação Triângulo.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) realizou testes sensoriais para avaliar o desempenho da BRSMG 800 A, em termos de textura, sabor, cor e aparência. Para isso a soja marrom foi elaborada como feijão tropeiro e também misturada ao feijão carioquinha.  O IFTM fez testes misturando - em proporções de 10 a 50% - a soja marrom ao feijão carioquinha. “A pesquisa mostra que a mistura proporcional de 50% entre a soja e o feijão pode aumentar em 30% o valor protéico do prato e ainda garantir um sabor agradável”, explica o pesquisador da Embrapa Soja, Vanoli Fronza.

A pesquisadora da Epamig Ana Cristina Juhász explica que a Epamig esteve presente no desenvolvimento da cultivar e também está atuando na transferência da tecnologia, principalmente por intermédio de testes de degustação em escolas, eventos, universidades e supermercados. “Em um supermercado de Uberaba, 819 pessoas degustaram a soja marrom preparada com caldo de feijão. Oitenta por cento dos degustadores disseram que certamente comprariam o produto; enquanto 13% informaram que provavelmente comprariam e 7% disseram que talvez comprariam o produto. Com esses resultados, percebemos que o caldo da soja marrom misturado ao feijão tem uma excelente aceitação do público”, conta.

Em termos agronômicos, a BRSMG 800A apresenta potencial produtivo compatível com a média de outras cultivares de mesmo ciclo presentes no mercado. Além disso, possui resistência às principais doenças da soja. A nova cultivar é do grupo de maturidade 8.0, apresentando ciclo médio, em Minas Gerais, região para onde é indicada.

A Embrapa, a Epamig e a Fundação Triângulo estão negociando com seus parceiros para que a comercialização da soja marrom – já pronta para consumo - chegue às gôndolas dos supermercados em breve, com o nome comercial Nutrisoy e com o selo de identificação Soja de Minas.


Texto: Lebna Landgraf

CÓDIGO FLORESTAL: agricultores que preservarem APPs poderão ter benefícios

O novo Código Florestal poderá conceder benefícios a agricultores que sempre obedeceram à legislação e mantiveram em suas propriedades área de proteção permanente (APP) e reserva legal. O relator da matéria, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) disse que vai acolher sugestão feita pelo líder do PV, Sarney Filho (MA).

Entre os benefícios estão a dedução no Imposto de Renda dos gastos com a preservação da área, obtenção de crédito agrícola com juros menores e limites maiores do que os que não preservaram, além da contratação favorecida na comercialização da produção agrícola.

Outra sugestão feita por Sarney Filho e que deverá estar no relatório de Aldo Rebelo é a que trata do tamanho da APP nas propriedades. A ideia é manter os 30 metros de preservação nas encostas de rios, mas, naquelas propriedades onde não haja nenhum tipo de preservação, a distância deve ser de 15 metros. “Não se trata de reduzir de 30 para 15 metros. O que existe é tratamento diferenciado nas áreas de recuperação. Agora, haverá mais reflorestamento nessas áreas”, explicou Sarney Filho.

Esses dois pontos, sugeridos pelo PV, encontram apoio de Aldo Rebelo, que disse esperar que a proposta seja, finalmente, aprovada. “Se eu fosse o governo, acolheria essas sugestões”, disse.

Aldo Rebelo disse ainda que deverá incluir em seu relatório a determinação para que propriedades de agricultura familiar tenham 7,5 metros de APP. Segundo ele, na Região Nordeste, metade das propriedades é de agricultura familiar, com até 5 hectares. Com isso, ficaria inviável para essas família cumprirem a determinação de 15 ou 30 metros. “Não podemos retirar deles a possibilidade de continuar sobrevivendo.”

A votação do Código Florestal foi marcada pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para a primeira semana de maio. Sarney Filho disse preferir esperar um pouco mais para que haja mais negociações sobre a matéria. Aldo Rebelo, no entanto, acredita que o prazo seja suficiente para solucionar todos os impasses.
 
Fonte: Agência Brasil

AGRISHOW 2011 - Ribeirão Preto-SP

Pessoal...prestem ATENÇÃO!!!

Vem aí a FAMOSA Feira Internacional de Tecnologia Agrícola ... AGRISHOW 2011 em sua edição de n° 18, na cidade de Ribeirão Preto - SP.

Considero muito importante este tipo de evento e recomendo a visita a todos, ou seja, a você que é ligado ao ramo agrícola em geral: agricultor; técnico; agrônomo; vendedor de máquinas agrícolas; representante de empresas; curioso ou seja lá apenas um viajante que gosta de feiras, tumulto, etc... com toda a certeza este é um ótimo lugar pra se estar nesta data.

Programe-se... pois valerá a pena!!!









Acesse o link da feira na barra lateral à direita.

Hipoclorito de Sódio no Controle de Sclerotinia Sclerotiorum

O uso de uma solução de Hipoclorito de Sódio industrial (NaCl0 12-17%), mais conhecida como QBOA, tem se constituído numa prática adotada pelos produtores de soja da região Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná, embasada em observações de campo, no intuito de “cicatrizar” a lesão e parar o processo infeccioso e reprodutivo do fungo, salvando a haste principal (início da infecção), e quando do alojamento da doença nas hastes laterais, visa cicatrizar, desinfectar e diminuir os danos causados pelo mofo-branco. O hipoclorito atua como desinfetante, alvejante e oxidante, destruindo fungos, vírus e bactérias. Lembrando, que se trata de um produto utilizado no tratamento de água, esgotos, uso doméstico, etc, e não possui nenhum registro para uso na agricultura.
Então, quanto à aplicação deste produto isolado ou em misturas, existe carência de informações científicas que possam caracterizar seu efeito benéfico ou prejudicial no solo e/ou em plantas de soja e de feijão. Ressalta-se o baixo custo da aplicação e o possível motivo de interesse por parte dos agricultores, ficando em torno de R$2,20/L de hipoclorito na dose de 2-3L/ha, onde, do contrário, usados de forma preventiva, aplicando-se os Fluazinans existentes, o custo ficaria acima dos R$100,00/ha.
Não existem cultivares de soja resistentes a S. sclerotiorum, e o controle químico do mofo-branco pode ser inviável em razão dos custos e das dificuldades de se obter uma cobertura total da planta durante a pulverização, onde, novamente se encontram problemas, em virtude do baixo nível tecnológico de alguns produtores dessa região, sendo que os fungicidas mais usados são de contato, e para tanto, o produto precisa chegar até o alvo.