AGRONOMIA

Sejam todos bem vindos!! Este é um blog de informações agronômicas destinado à agricultores, agrônomos, técnicos agrícolas, estudantes etc.

Em 2015 o foco será "Melhoramento Genético em Soja e Fertilizantes Foliares - Juntos na obtenção do máximo potencial produtivo das plantas" para o Norte e Nordeste Brasileiro.

CURSO SOBRE BIOINDICADORES DE QUALIDADE DO SOLO

  Olá pessoal.. segue abaixo um e-folder sobre o curso de Interpretação dos Bioindicadores de Qualidade do Solo em Sistemas de Manejo Agrícola e Florestal, a pedido da Sra. Dilma do Instituto SantaFé.
  Todos sabemos que estudo nunca é demais, então, aproveitem para atualizarem seus conhecimentos!!



MANEJO DE PERCEVEJOS NO MILHO SAFRINHA

  Nos últimos anos, a cultura do milho safrinha teve aumento expressivo na área cultivada, sendo que a maioria das lavouras é plantada após a colheita da soja. Neste sistema, algumas pragas que eram consideradas importantes apenas na cultura da soja, hoje, também causam prejuízos significativos nas lavouras de milho.
  Há alguns anos, quando as lavouras de milho eram plantadas apenas com híbridos convencionais, a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) era considerada a principal praga desta cultura. Contudo, com a liberação comercial da tecnologia Bt e possibilidade de controle desta praga, outros insetos, como os percevejos, ganharam importância a ponto de merecerem especial atenção de técnicos e produtores na condução de suas lavouras.
   Atualmente, existem dois gêneros de percevejos que são considerados pragas da cultura da soja e que causam enormes prejuízos nas lavouras de milho safrinha: o percevejo barriga-verde (Dichelops furcatus) e (Dichelops melacanthus) e o percevejo-marrom (Euschistos heros). Em função de seu comportamento e hábitos alimentares, a identificação destes insetos a campo é difícil.
   De forma geral, eles podem ser encontrados sob restos de cultura (palhada) nos horários mais quentes do dia, bem como em grãos após a colheita da soja e em plantas daninhas -remanescentes da cultura anterior, preferindo os horários de temperaturas mais amenas para se alimentar.

Identificação e Danos

  As condições climáticas predominantes durante a fase de desenvolvimento da cultura da soja exercem grande influência sobre a incidência de percevejos no milho safrinha. Quando as temperaturas estão mais elevadas, observa-se maior ocorrência de percevejo-marrom e, quando as temperaturas estão mais amenas, observa-se maior ocorrência do percevejo barriga-verde.
  O percevejo barriga-verde foi o primeiro a se adaptar à cultura do milho e provocar danos durante as fases iniciais. Contudo, em áreas com alta pressão deste inseto, é possível observar danos nas fases mais avançadas de desenvolvimento desde V6 até próximo ao florescimento e, em casos esporádicos, até mesmo durante a fase de enchimento de grãos. 
  Os danos causados por este inseto podem ser leves, com a presença de folhas com pequenas perfurações simétricas, até severos, com danificação do cartucho, formação de perfilhos ou, até mesmo, a morte da planta (Figura 1).




  Os primeiros relatos da ocorrência do percevejo-marrom em lavouras de milho surgiram nos últimos anos e nunca estiveram associados a danos expressivos nesta cultura, provavelmente pela forte presença do percevejo barriga-verde nas principais regiões produtoras de milho. Devido ao fato deste percevejo ser encontrado em menor proporção, muitos técnicos e produtores podem não estar familiarizados com o ataque e sintomas provocados por ele nas lavouras de milho.
  Inicialmente, foi observada a presença do percevejo-marrom em plantas de milho mais desenvolvidas, a partir de V10 até a fase de enchimento de grãos, em que o mesmo fica próximo à espiga sugando nutrientes e sem causar danos aparentes.
  Mais recentemente, em especial na safrinha passada, devido às altas temperaturas durante o desenvolvimento da cultura da soja, foi observada uma pressão muito maior do percevejo-marrom do que o percevejo barriga-verde, registrando-se o seu ataque já nas fases iniciais de desenvolvimento da cultura do milho. Entretanto, os sintomas do seu ataque são menos notados, pois seu estilete é mais curto e dificilmente provoca danos severos como o perfilhamento ou, até mesmo, a morte da planta principal.
  Normalmente, o que se observa são lesões simétricas nas folhas mais novas e desenvolvimento mais lento destas plantas atacadas, originando plantas dominadas com espigas pequenas ou até mesmo, nos casos mais severos, plantas sem espigas, comprometendo a produtividade final da lavoura.

Monitoramento e Manejo

  O eficiente controle de percevejos está diretamente ligado ao programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) em que assistência técnica e produtores devem tomar ações conjuntas, visando reduzir o impacto desta praga.
  Um dos primeiros passos do manejo começa no efetivo controle de percevejos na cultura da soja, reduzindo as perdas nesta cultura e também as populações de percevejos para o milho safrinha. Nas lavouras de milho safrinha que se encontram ao lado de lavouras de soja próximas da colheita ou recém colhidas, os cuidados devem ser ainda maiores, pois estes percevejos podem migrar para a área mais próxima na busca por alimento.
  O uso de tratamento de sementes à base de neonicotinóides é eficiente método de proteção e controle de percevejos na fase inicial de desenvolvimento da cultura do milho. Contudo, é importante o acompanhamento e monitoramento da pressão de percevejos para adoção de medidas complementares de controle como aplicações pós-iniciais, quando observado dois ou mais percevejos por metro quadrado de cultivo.
  Importante frisar que, com a adoção da tecnologia Bt, aquela aplicação inicial que se fazia para controle da lagarta-do-cartucho e que, muitas vezes, contava com a presença de neonicotinóides (visando o percevejo), não está sendo mais necessária ou, em alguns casos, esta aplicação ocorre mais tarde. Por esta razão as lavouras estão ficando descobertas do controle complementar para percevejos nas fases iniciais.
  Alternativamente, a Pioneer® Sementes, com base nos trabalhos desenvolvidos pelo Professor Doutor Rodolfo Bianco do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), propõe o sistema de monitoramento através de iscas para os produtores que pretendem plantar milho com a tecnologia Bt.
   Este sistema prevê a utilização de grãos de soja (iscas de 300 gramas) embebidos em água por 10 a 15 minutos, adicionando uma colher de sal de cozinha após escorrer a água. As iscas são distribuídas em 10 partes na lavoura no final da tarde e a contagem é realizada na manhã seguinte, sendo que as ações a serem tomadas em função do nível de percevejos encontrados nestas iscas podem ser vistos na Tabela 1.




Pioneer oferece o Tratamento de Sementes Industrial na Safrinha

  A Pioneer Sementes é pioneira em oferecer soluções integradas para o efetivo controle de pragas na cultura do milho. Além dos seus híbridos disponíveis com as tecnologias Herculex® I e YieldGard® para controle de lagartas, a empresa também oferece o Tratamento de Sementes Industrial (TSI), visando o controle inicial de percevejos.
  Neste serviço, a Pioneer utiliza os produtos Cruiser® e Poncho®, ambos de ação comprovada e devidamente registrados no Ministério da Agricultura. Além disso, realiza-se o tratamento adicional com polímeros a fim de garantir dose e cobertura das sementes com menor risco à saúde. Em ensaios conduzidos pela Pioneer Sementes na última Safrinha, a utilização do Tratamento de Sementes Industrial com o inseticida Poncho® proporcionou um ganho médio de produtividade na ordem de 7 sc/ha, o que representou um incremento de produtividade de mais de 6% sobre a testemunha não-tratada (Gráfico 1).



  Da mesma forma, observe no Gráfico 2, em 73 locais sob condições ambientais e diferente manejo, o Tratamento de Sementes Industrial com o inseticida Cruiser® proporcionou um ganho médio de produtividade de 5,4 sc/ha, que correspondeu a um acréscimo de 5,5% sobre a testemunha não-tratada.



  Finalmente, a utilização de estratégias de manejo integradas como o plantio do milho na melhor época, utilização de bons níveis de adubação, população recomendada em função dos investimentos, escolha de híbridos com características mais adaptadas para a região de atuação e uso do Tratamento de Sementes Industrial são práticas decisivas para que o produtor tenha sucesso no cultivo da safrinha.


Fonte: Portal Pioneer Sementes

SOJA: TÉCNICA DO PLANTIO CRUZADO

  Vamos lá pessoal... abaixo disponibilizo duas matérias sobre a dita "Técnica do Plantio Cruzado ou Semeadura Cruzada", onde, existem considerações positivas e negativas a respeito da mesma. Leiam e fiquem atentos, porque essa questão ainda está no início e como dizem, vai dar muito pano pra manga. Afinal, se trata ainda de experimentos e não de áreas comerciais.

FUNDAÇÃO MT:  

  A Fundação Mato Grosso, mas conhecida como Fundação MT - uma empresa privada de apoio à pesquisa agropecuária – frisa que o plantio cruzado não é uma técnica recomendada, já que vários aspectos devem ser considerados. Como explica o coordenador do Programa de Monitoramento e Adubação (PMA), Eros Francisco, “o plantio cruzado consiste atualmente em uma tentativa e não uma recomendação técnica”. De qualquer modo, a interpretação que a entidade faz destas ações do produtor é de que de fato exige a necessidade de um rearranjo espacial das plantas para que a área tenha sua produtividade maximizada.

  A Fundação MT não tem feito nenhum estudo que fundamente a tomada de decisão de se plantar cruzado. Nesta safra 11/12 serão acompanhadas algumas áreas com plantio cruzado para se observar o comportamento das plantas e o desempenho em produtividade. Essas áreas estão localizadas na região sul do Estado e na região do Parecis.

  “Somente com um estudo detalhado é que se poderia gerar uma recomendação tecnicamente embasada para o plantio cruzado. Isso tomaria pelo menos dois anos de experimentação. Esse estudo envolveria alguns fatores como: variedade, população de plantas, nível de adubação, época de plantio e densidade de semeadura".

  Atualmente, a Fundação MT observa alguns aspectos: a falta de variedade de soja adaptada. “Pode acontecer o acamamento (envergamento de suma sobre a outra) das plantas por excesso de crescimento que acontece sempre que se adensa a população das plantas. Isso trás queda na produtividade”, controle de pragas e doenças. “O esquema de linhas cruzadas de plantas pode dificultar o controle de pragas e doenças uma vez que a aplicação de defensivos será mais dificultada. Isso acarretará em queda de produtividade”, maior consumo de combustível. “A ausência de resposta positiva com a tentativa de se plantar cruzado pode trazer prejuízo já que há a necessidade de se passar com a semeadora por duas vezes sobre a mesma área”.

  O pesquisador destaca ainda que diante das observações primárias em campo é que o “plantio cruzado ainda não pode ser chamado de uma ferramenta para aumento da produtividade. Podem haver condições em que a metodologia cause impacto positivo como podem haver várias outras situações de nulidade ou até mesmo de impacto negativo na produtividade”.


FONTE: MARIANNA PERES


SEMEADURA CRUZADA DE SOJA

PRODUTORES:

  Seja por imposições ambientais, logísticas e/ou financeiras, o sojicultor mato-grossense tem a cada nova safra um mesmo desafio: superar sua produtividade em relação à temporada anterior. Somente colhendo mais, dentro de uma mesma área, é possível realizar uma produção mais sustentável e reduzir a desvantagem competitiva que separa o Estado dos principais centros consumidores dos grãos. Sob estas premissas é que a técnica do plantio cruzado começou a ser experimentada em Mato Grosso.

  O princípio básico não é novidade: reduzir o espaço entre as plantas. Mais plantas dentro de um mesmo hectare indicam – na teoria - maior produtividade. Nesse sistema a plantadeira passa duas vezes na mesma área, em direções opostas, formando “quadrados”, o que faz com que haja muito mais pés de soja por hectare. Neste novo desenho as lavouras perdem ‘as tradicionais linhas paralelas’, para dar lugar à uma ‘tabuleiro de xadrez’. De acordo com quem já experimentou a técnica, por meio do plantio nas duas direções, cabem mais plantas, sem que uma sufoque a outra.

  O sojicultor Avelino Gasparin, de Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao norte de Cuiabá), aderiu ao experimento ao reservar 25 hectares de uma área total de 400 destinados à sojicultura. “Plantamos pela esquerda e pela direita”, resume ele ao explicar a técnica. A expectativa é obter maior rendimento por hectare. Questionado sobre vantagens do método, ele frisa que está arriscando e que somente quando colher, por volta da segunda quinzena de janeiro de 2012, é que poderá dizer se valeu ou não à pena. De antemão, o novo traçado exigiu mais adubo quando comparado ao desenho tradicional.

  O gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Nery Ribas, conta que a técnica está em adoção pela primeira vez no Estado e ganha espaço em áreas experimentais. “Nada está voltado às áreas comerciais”. Como ele destaca, não há nenhum embasamento científico para recomendar ou não a utilização do plantio cruzado. “Não sabemos, por exemplo, até que ponto uma possível majoração de custo de produção será compensada pela produtividade”. Ele alerta ainda para uma maior necessidade de manejo e cuidado por parte do produtor, já que a concentração de plantas pode levar a uma disputada por nutrientes, água e luz e alastrar com mais facilidade doenças, como a ferrugem.

  O plantio cruzado, mesmo já utilizado no Sul do país, é embrionário. Como explica o pesquisador da Embrapa Soja, Henrique Debiasi, não existem estudos que possam indicar ou não o plantio cruzado e muito menos a quais regiões ele pode ser utilizado com sucesso. “Não há como dizer que o plantio vai ampliar a produtividade em um determinado percentual”. Esses números e outras certezas sobre a técnica virão, no caso de Mato Grosso, somente para a safra 12/13. “No Sul, é possível haver resultados ainda para a temporada 11/12. A inauguração da Embrapa Sinop irá contribuir muito para pesquisas como esta em Mato Grosso”. A previsão é de que o novo centro de pesquisas seja aberto ainda neste mês.

  O que há de comprovações científicas, como observa Debiasi, se relacionam à redução do espaçamento entre cada pé de soja. “Trabalhos relativos ao início desta década mostram um ganho em produtividade de até 20%. Como o plantio cruzado envolve outras ações por parte do produtor, hoje fica difícil arriscar qualquer número. O que temos no momento são estudos em andamento em relação somente à redução do espaçamento, que no caso de Mato Grosso, iria à metade, de 50 centímetros para 25 centímetros. No entanto o aprofundamento esbarra na falta de oferta de maquinários que possam permitir essa redução na prática, no campo. Todos os métodos, invariavelmente na teoria, buscam a produtividade”.

  ESPELHO – A iniciativa dos sojicultores cresceu nos últimos dois anos porque os vencedores do primeiro e do segundo Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) declaram ter utilizado o plantio cruzado e assim, contabilizaram mais de 100 sacas por hectares, ante uma média nacional inferior a 50 sacas.



FONTE: MARIANNA PERES
DIÁRIO DE CUIABÁ